quarta-feira, 24 de março de 2010

"Crime na via pública"

Filme protagonizado pelos alunos do 12ºA.






quarta-feira, 10 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Resultados da sondagem Nº 10

Sondagem Nº10: Quais são os ossos usados com maior frequência para determinar a altura de um indivíduo?

Úmero, rádio e cúbito 14 votos (61%)
Tíbia, fémur e rótula 2 votos (9%)
Pelve, esterno e costelas 6 votos (26%)
Bigorna, estribo e martelo 1 votos (4%)

A resposta correcta foi novamente a mais votada (:
Há diversas formas de se calcular a altura de um indivíduo através dos restos esqueléticos. Uma delas, é através do estudo dos ossos longos (ossos de grande eixo e forma semelhante a paralelepípedos). Mas, que ossos são estes? São exemplos destes ossos o fémur, a tíbia, o úmero, o rádio, etc.

Esta foi a última sondagem.
Agradecemos a todos os que participaram ;)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Resultados da sondagem Nº9

Sondagem Nº9: A que família pertence o primeiro insecto a chegar a um cadáver?

muscidae: 3 votos (16%)
calliphoridae: 10 votos (55%)
darmestidae: 5 votos (27%)
histeridae 0 votos (o%)

Mais uma vez a resposta certa foi a mais votada! De facto, o primeiro insecto que chega aos cadáveres pertence à família Calliphoridae. Dela fazem parte dípteros, particularmente um que toda a gente conhece e que nos consegue irritar em questão de segundos, vulgarmente designado por varejeira-comum. Estes bichinhos conseguem detectar cadáveres com enorme rapidez, chegando ao cadáver e depositando ovos em poucas horas.

Já podem votar na sondagem Nº10 (:

sábado, 30 de janeiro de 2010

Resultados da sondagem Nº8

Sondagem Nº8: Qual o método mais utilizado actualmente para determinar a hora da morte?

Microscopia electrónica: 4votos (25%)
Determinação da temperatura do corpo: 6votos (37%)
Alterações das estruturas celulares: 3votos(18%)
Nenhuma das anteriores serve para determinar a hora da morte: 3votos(18%)

Desta vez, quem respondeu "determinação da temperatura do corpo" acertou na resposta à questão. Esta é uma técnica que, apesar de não ser absolutamente exacta, é simples e fácil de executar sendo a mais utilizada pelo médico legista. Quando se revela importante, ele pode optar por outras para que a hora seja determinada com maior exactidão, mas, normalmente, esta é suficiente.

Já podem votar na sondagem Nº 9 (:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Resultados da sondagem Nº7

Sondagem Nº7: Qual a importância de um médico legista se deslocar ao local do crime em caso de morte?

confirmar a morte: 10 votos (62%)

indicar como o cadáver deve ser transportado: 0 votos (0%)

determinar a urgência da autópsia: 4 votos (25%)

fazer o estudo do cadáver em relação ao local: 1voto (12%)

Mais uma vez a resposta correcta foi a mais votada. De facto o médico legista desloca-se ao local do crime pois só ele pode passar a certidão de óbito, para que o cadáver possa então ser transportado.

Já podem votar na sondagem Nº8 !

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Resultados da sondagem Nº6.

Sondagem Nº6: Quais as áreas que se destinam ao estudo dos ossos e dentes, respectivamente, num crime?

Osteologia e dentária: 4 votos (12%)

Antropologia e odontologia: 12 votos (37%)

Antropologia e dentária: 4 votos (12%)

Osteologia e odontologia: 12 votos (37%)

Desta vez, a resposta dada foi uma das mais votadas. Mas ainda assim, esperamos melhor.
A osteologia é um ramo da ciência que se dedica ao estudo das formas, da estrutura e do desenvolvimento dos ossos, abrangendo também as inflamações, tumores e lesões que estes podem conter. No que diz respeito à dentária, esta trata do bem estar dos dentes, não fazendo o seu estudo exaustivo. Porém, estas duas áreas, por si só, não seriam suficientes para resolver um crime. Assim, a resposta correcta seria antropologia e odontologia, pois são aquelas que estudam, respectivamente, os ossos e os dentes, numa perspectiva criminal.

Já podem votar na sondagem Nº7 ! (:

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

No rasto do Assassino - VENCEDORA

A vencedora do nosso jogo "No rasto do Assassino" foi a Daniela Narra, com 281 pontos.

Queremos dar-lhe os nossos parabéns e agradecer-lhe a ajuda nesta investigação! ;)



No rasto do assassino - Parte final

Pois é, o nosso jogo está a chegar ao fim.

Nesta fase final, a intervenção da psicóloga, que traçou o perfil psicológico dos suspeitos foi preponderante.

Assim, Adriana Vaz foi acusada de subornar Isabel Fragoso para que esta substituísse os comprimidos de Catarina por ecstasy. O seu objectivo era matar Catarina, assumindo depois a sua identidade, e fugindo do país com todos os pertences da jovem (fugia, pois o marido da vitima iria perceber que não era ela.). Esta conclusão foi retirada após analisarmos um pormenor que nos escapou: a factura de dois cafés consumidos no café do Conde, na noite anterior à morte. Um dos funcionários do café escutou uma conversa entre ambas, onde se lembrava de ver a jovem assassinada muito nervosa, enquanto a outra lhe falava dos seus planos, dizendo que já não tinha como escapar.
Porém algo correu mal no plano de Adriana. Após pagar a factura e sair do café do Conde, Catarina percebeu que estava a ser seguida por Adriana. É então que se decide esconder no interior da escola. Adriana apercebe-se e encontra-a, atacando-a pelas costas. O seu plano não estava a correr como o combinado, e poucos minutos depois apercebe-se de que Catarina já não respirava. Nervosa, decide fumar um cigarro, que apaga à pressa. Agora vinha a parte mais difícil: Adriana há muito que programara este momento, tinha de se livrar do corpo. Ninguém podia saber que Catarina falecera, caso contrário ela não poderia assumir a sua identidade. É enquanto pensa na forma de sair dali com o corpo, que ouve os passos do segurança da escola, (que quando elas chegaram ressonava profundamente), vagueando pela escola de lanterna na mão. Assustada, desiste do seu plano e foge.

Porém, com a tua ajuda, fez-se justiça.

Adriana Vaz, acusada do homicídio premeditado de Catarina Aguiar e suborno de Isabel Fragoso foi condenada a uma pena máxima de 25 anos de prisão, tal como Isabel Fragoso, acusada de cumplicidade no homicídio de Catarina Aguiar, não podendo voltar a exercer a profissão de farmacêutica.

No próximo post, iremos anunciar o vencedor.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Resultados da Sondagem Nº5

Sondagem Nº5: A análise de padrões de manchas de sangue, com fins forenses, pertence a que área da medicina?

angiologia: 0 votos (0%)
nefrologia: 4 votos (22%)
hematologia: 6 votos (33%)
serologia: 8 votos (44%)

Mais uma vez a resposta correcta foi a mais votada :)
A Serologia é, assim, a ciência que estuda a composição do soro sanguíneo e as suas propriedades.
A Hematologia, segunda resposta mais indicada, é a área médica onde os constituintes do sangue e as doenças a ele associadas são diagnosticadas.
A Nefrologia relaciona-se com o diagnóstico e tratamento clínico das doenças do sistema urinário, em especial, o rim.
A angiologia é a especialidade médica que se ocupa do tratamento clínico de doenças em vasos sanguíneos e linfáticos.

A sondagem Nº 6 já se encontra disponível!

sábado, 5 de dezembro de 2009

No rasto do Assassino - parte VIII

O nosso mistério está a chegar ao fim!
Após recolhidos todos os dados era preciso parar e pensar.
A lista ficou reduzida a três suspeitos:


Isabel Fragoso é funcionária da farmácia Aliança e aparentemente não tem nada que a ligue à vítima. Terá sido subornada para substituir o medicamento? Ficamos a saber que a sua casa está hipotecada, precisava de dinheiro e seria fácil suborná-la.

Adriana Vaz, cujo ADN está presente no cigarro encontrado no local do crime, é fisicamente muito parecida com a falecida. Estará isto relacionado com o código “roubo de identidade”? Após a procura de dados sobre a vida de Adriana Vaz, soubemos que este não é o seu verdadeiro nome. O seu nome de baptismo é Mariana Duarte, porém esta alegou a mudança de identidade dizendo que era perseguida pelo ex-marido que a maltratava. Será verdade?

Flávia Machado, vizinha da vítima, a quem pertence os cabelos encontrados na cena do crime, afirma que estas se envolveram numa cena de pancadaria horas antes devido ao barulho do cão. Porém, na análise do médico legista, apenas fora encontrado o ferimento na cabeça que lhe causara a morte, o que torna falsa a sua explicação.


Na tua opinião, qual(ais) do(s) suspeito(s) terá(ão) sido responsável(eis) pela morte de Catarina? Fundamenta a tua resposta.


Desta vez terás uma semana e meia, até quarta feira, dia 16 de Dezembro, para responder e a pontuação será novamente a triplicar! Não desperdices esta última oportunidade!

No rasto do Assassino - parte VII (resposta padrão)

(Após analisadas todas as respostas, seleccionamos os melhores argumentos contra cada um):

Assim, Diogo Guedes torna-se suspeito a partir do momento em que tinha uma amante e como marido, herdaria todos os bens de Catarina, que tinha uma boa situação financeira.


Também Daniela Narra, amante de Diogo Guedes, muito ciumenta, arranjara maneira de por definitivamente um ponto no final no casamento deste com Catarina.


Tiago Portas, amante da vítima, já mantinha uma relação duradoura com esta e desejava mesmo casar com ela, mas esta recusava-se sem motivo aparente. (Hoje em dia os crimes cometidos em maior numero são de natureza passional)


Isabel Fragoso é funcionária da farmácia Aliança e aparentemente não tem nada que a ligue à vítima. Terá sido subornada para substituir o medicamento?


Adriana Vaz, cujo ADN está presente no cigarro encontrado no local do crime, é fisicamente muito parecida com a falecida. Estará isto relacionado com o código “roubo de identidade”?


Flávia Machado, vizinha da vítima, a quem pertence os cabelos encontrados no crime, afirma que estas se envolveram numa cena de pancadaria horas antes, devido ao barulho do cão.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Entrevista na PJ de Matosinhos

Na passada quarta-feira, dia 19 de Novembro, o nosso grupo deslocou-se à Polícia Judiciária de Matosinhos, onde tinha agendada uma entrevista com o chefe de Brigada Rui Silva.
De seguida, encontra-se uma selecção das partes mais interessantes da entrevista:

(Clica aqui para visualizares o conteúdo integral da entrevista.)

Inspector Rui Silva: Antes de mais quero deixar bem claro que o CSI não existe, nem há aqui nenhum curso de CSI. O que nós vemos no CSI são um conjunto de técnicas e de saberes de diferentes áreas, que vão desde o químico, ao biólogo, ao físico, ao médico... São formações de raiz e depois há uma especialização. Reparem, grande parte das técnicas que são realizadas cá em Portugal, como por exemplo o perfil de ADN, são feitas pelos peritos de medicina legal. A mesma coisa acontece com o nosso laboratório de polícia científica que é constituído por pessoas de diferentes áreas. O cérebro da investigação criminal é o ministério público, que é por excelência o titular de todas as investigações criminais; depois há as polícias, quer a PSP, quer a GNR, quer a PJ, esses são os órgãos auxiliares. Qualquer uma destas polícias quando está com uma investigação criminal pode não agir de forma isolada, podendo haver interacção entre os diferentes órgãos policiais.


Que metodologias são utilizadas?
Inspector Rui Silva: As metodologias, de uma forma geral, regem-se por um padrão constante. São exemplo disso, as tais perguntas que nós ouvimos e vemos nos filmes, nesses conversas de café: “quem?”, “como?”, “quando?”, “onde?” e o “porquê?”. São as perguntas base de qualquer investigação criminal. A investigação criminal tem como objectivo a procura da verdade material, mas podemos ter aqui duas coisas distintas: uma delas é termos um crime que foi praticado por um desconhecido, então temos de procurar quem é esse desconhecido; outra é recolher a prova e não chega nós sabermos ou dizermos ou pressupormos que foi determinado indivíduo que cometeu aquele crime, isto de certezas do povo não há condenações. Há que haver a prova e há que haver a recolha da prova. A prova divide-se em prova testemunhal que são as pessoas que vêm testemunhar, que vêm dizer que há uma testemunha que viu, há um vizinho que sabe; e em prova material que são as recolhas de impressões digitais, de ADN, de objectos, tudo isto… Agora não há um modelo a seguir, não há aqui um manual de boas práticas. A investigação criminal é dinâmica, e cada processo tem uma dinâmica própria. Nós temos que nos ir adaptando à evolução daquele processo em concreto.

Qual a pessoa responsável por encabeçar os processos? Existe liberdade por parte do investigador?
Inspector Rui Silva: O investigador do processo tem que ter liberdade, porque se nós estamos a falar de estratégia, a estratégia não é igual para todos; nós não temos a mesma visão do mesmo assunto. Podemos ter todos a mesma vontade e o mesmo anseio de chegar ao mesmo objectivo; o fim pode ser igual para todos, agora os caminhos que nos levam a chegar ao fim podem variar de pessoa para pessoa e variam com toda a certeza. A limitação, vem da própria lei, vem do código do processo penal, e são só essas.
Relativamente aos processos, que tipo de processos chegam aqui ao departamento?
Inspector Rui Silva: Por aqui passa um pouco de tudo: desde o mais básico, o mais simples como um indivíduo que se esqueceu de renovar a licença, até ao mais complexo, como é exemplo o homicídio. Para aqui vêm essencialmente cerca de 85% dos crimes cometidos em Portugal, que são os furtos (em viaturas, nas residências, aos estudantes, etc).

Na polícia científica, quais é que são as especializações?
Inspector Rui Silva: Tem a área da química, a da biologia, a da datiloscopia, lofoscopia, a da análise do ADN, tem a balística, ou seja tem tudo… tudo que interfira com a área da investigação criminal. Eu só sei quando é preciso um exame, nós requisitamos e ele aparece feito.


Queríamos deixar o nosso agradecimento ao inspector que foi extremamente prestável connosco, respondendo a todas as nossas questões.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O que é a balística?

A Balística tem como objectivo o estudo das armas de fogo, da munição e dos fenómenos e efeitos próprios dos disparos, a fim de ajudar na resolução de um caso.
Também faz o estudo dos vários movimentos do projéctil dentro e fora da arma. Pode ser dividida em balística interior - que estuda os movimentos no interior do cano, ligados à pressão dos gases, à velocidade inicial do projéctil, à velocidade de recuo, à natureza da carga empregada, à influência do peso da carga, do calibre e do cumprimento do cano - e em balística exterior - que trata da trajectória do projéctil e da influência que as forças exercem, tal como a gravidade e a resistência do ar.

O que são a psicologia e psiquiatria forense?

No ramo da ciência forense, a psicologia e a psiquiatria tornam-se uma só: ambas se dedicam às situações que se apresentam nos tribunais e que envolvem leis. Os licenciados nestas áreas dedicam-se ao estudo do comportamento criminoso, tentando construir o percurso de vida do indivíduo e todos os processos psicológicos que o possam ter conduzido à criminalidade, em busca da raiz do problema, descobrindo as causas das desordens, sejam elas mentais e/ou comportamentais, para que se possa determinar uma pena justa.

O que é a odontologia forense?

A odontologia forense é uma área da medicina que aplica o conhecimento técnico – cientifico da estrutura dentária do cadáver, com fins de identificação.
Os dentes são estruturas fundamentais à identificação médico-legal, em virtude da sua resistência (à putrefacção, ao calor, aos traumatismos e à acção de certos agentes químicos) e especificidade (cada dentadura é única).
Assim, existe uma série de características próprias de cada indivíduo, como o número de dentes; as alterações patológicas ou traumáticas (cáries); a existência de tratamentos (coroas, pontes, próteses fixas ou amovíveis); entre outras.
Outra situação em que o estudo dos dentes é fundamental acontece quando uma pessoa ataca outra, ou quando a vítima do ataque se tenta defender, podendo assim ser possível a identificação do possível agressor.

O que é a antropologia forense?

A antropologia forense é uma área das ciências forenses que se dedica ao estudo dos ossos. Estes, podem dar-nos informações sobre o sexo, a raça, a idade, a estatura e o historial da pessoa, através das suas características próprias. Além das características gerais eles indicam-nos pormenores da vida das pessoas, como as quedas, a alimentação, entre outros.
As ossadas podem ser encontradas em diferentes locais, desde acidentes de aviação ou naufrágios até corpos em decomposição, que não foram encontrados anteriormente.
Este estudo só ficará completo se para além de se identificar o indivíduo em termos de altura, idade, sexo, proporções corporais, (…) se conseguir recolher dados que em termos comparativos individualizem a pessoa, e, caso não seja possível identificar o cadáver, é possível, na maioria dos casos, perceber a causa da morte e/ou o ambiente em que ocorreu.

O que é a Toxicologia?

A toxicologia é a ciência que identifica e quantifica os efeitos prejudiciais associados a produtos tóxicos.
A toxicologia forense é, assim, a área das Ciências Forenses que se aplica em situações judiciais onde é importante reconhecer, identificar e quantificar o risco da exposição humana a agentes tóxicos; tem como principal objectivo a detecção e identificação de substâncias tóxicas, podendo, deste modo, dar pistas relativamente a envenenamentos, intoxicações, uso de estupefacientes e outros. É a partir desta área que muitas vezes se descobre qual a causa da morte do indivíduo e se o ofensor o fez involuntariamente ou por algum motivo.

Entrevista com duas professoras da UFP

Na passada quinta-feira, dia 12 de Novembro, o nosso grupo deslocou-se à Universidade Fernando Pessoa, onde tinha agendada uma entrevista com duas professoras do curso de Criminologia: a professora Ana Isabel Sani, de vitimologia; e a professora Madalena Oliveira, que irá leccionar a disciplina de perspectivas sociológicas do crime, no segundo semestre e que, neste primeiro semestre, também lecciona vitimologia. De seguida, encontra-se uma selecção das partes mais interessantes da entrevista:

(Clica aqui para visualizares o conteúdo integral da entrevista.)


Em que consiste a vitimologia?
Professora Ana Isabel Sani: (...)vitimologia é o estudo da vítima, nas suas diversas vertentes, quer na sua vertente individual, quer na sua vertente social. É através do estudo de diferentes tipos de perspectivas teóricas que é possível fazer-se uma melhor leitura do porquê de determinados grupos estarem mais sujeitos ao fenómeno de vitimação do que outros. A vitimologia inclui também o estudo de programas de intervenção e de como podemos prevenir e combater o fenómeno.

Qual o contributo desta disciplina para a investigação criminal?
Professora Ana Isabel Sani: [...] A vitimologia permite-nos perceber o crime através da análise da relação que existe entre (...)o ofensor, a vitima e perceber se há alguma ligação entre ambos (… ) o estudo da vitimologia passa também por perceber (...)que factores podem eventualmente explicar a maior ou menor visibilidade de determinados crimes(..)

Disse-nos à pouco que tinha tirado mestrado em ciências forenses. Poderia falar-nos um pouco sobre isso?

Professora Madalena Oliveira: Em primeiro lugar (...) queria deixar bem presente que não estamos a falar de crime sobre investigação, de CSI’s, estamos numa realidade completamente distinta, e que se faz aqui em Portugal, nós aqui demoramos meio ano ou mais a resolver um caso, isto quando se resolvem.

Professora Ana Isabel Sani: Quando estamos a falar em Ciências Forenses, estamos a falar de tudo aquilo que o tribunal nos possa pedir. Assim, a vitimologia, e todas estas diferentes disciplinas podem dar o seu contributo para a decisão final do tribunal. E isto não significa que ciências forenses sejam o mesmo que crime, por exemplo podemos falar de situações de regulação do poder paternal ou em situações de adopção de crianças. Tudo isto está relacionado com ciências forenses, recorre ao tribunal, mas não tem a ver com crime. Não há ofensor ou vítima, mas sim um conflito entre partes.

Agora relativamente à disciplina de perspectivas sociológicas do crime. Em que consiste esta disciplina e em que difere dos outros dois tipos de perspectivas de estudo (biológicas e psicológicas)?
Quando se começou a estudar o fenómeno criminal, as primeiras teorias que apareceram foram as biológicas, tentavam explicar que o crime era um fenómeno natural e que havia pessoas que já nasciam com tendência para o crime e dentro disso, desenvolveram-se outras teorias, como as de que determinado tipo de hormonas influenciaria o comportamento que favoreciam o crime.
As perspectivas psicológicas resultaram da evolução histórica e da percepção de que alguns crimes não resultavam só da vertente biológica, mas também da motivação da pessoa, e começou-se a tentar estudar o indivíduo internamente, tentando ver se eram fenómenos psicológicos ou se eram questões de patologia.
E depois apareceram as perspectivas sociológicas, em que a certa altura se começa a perceber que a própria sociedade ou o modo como a sociedade esta organizada pode potenciar o crime, como as desigualdades sociais. Portanto aquilo que e dado pelas perspectivas sociológicas é um pouco a componente de que diferenças de género que podem potenciar o crime, diferenças de estatuto social e económico podem influenciar o crime, se a sociedade for desorganizada pode potenciar o crime. Por exemplo, tenta-se explicar porque que as classes mais desfavorecidas são mais propícias a comete-lo.

Queríamos deixar o nosso agradecimento a estas duas Professoras que foram muito prestáveis.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Repórter TVI: "CSI Portugal"

As séries policiais do momento fazem-nos acreditar que crimes e criminosos são descobertos de um dia para outro, quase que por artes mágicas. Mas este é um mundo de ficção que não corresponde à realidade.
Em Portugal, o Laboratório da Policia Cientifica mostra-nos que nenhum crime se resolve com essa rapidez. Não só por questões técnicas, mas também por exigências de ordem administrativa, com regras que têm de ser levadas até ao limite.
A TVI seguiu os "vestígios" sem "contaminar" os casos reais que fizeram noticia, em Portugal, nos últimos anos. Fomos conhecer as verdades e os mitos do mundo fascinante da Ciência Forense.
"CSI: Portugal" é uma reportagem de Brigite Martins, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas:

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade-nacional/reporter-tvi-brigitte-martins-csi-portugal-policia-cientifica-pj-tvi24/1105321-4555.html